Vídeo
Aprender a Aprender e a aula de Linguística
Aplicada
Quando vi este curto vídeo no youtube,
não deu outra, de imediato associei às aulas de Linguística Aplicada do
professor Fabrício Ono. Neste vídeo não há falas, acompanhamos apenas as
imagens (ações) de uma garotinha que incitada pela curiosidade queria aprender
a fazer o trabalho de um oleiro, queria fazer um vazo, um lindo vaso. Então
pede para que o oleiro a ensine, este apenas dar o material para ela (barro ou
argila, quem sabe?!). Começa então o seu trabalho, mas que decepção! a sua obra não sai como o esperado, porém o
oleiro a incentiva a tentar novamente, após sucessivas tentativas consegue
fabricar o seu primeiro vaso. Depois aparece o seu segundo desafio personalizar
um vaso, novamente pede ajuda do oleiro e prontamente recebe o seu material.
Passa então à difícil tarefa, desta vez não houve êxito, desanimada, pensa em
desistir até que o oleiro vendo a sua dificuldade resolve intervir e se dispõe
a mostrar na prática, juntamente com a garota, como esta deveria fazer logo a
deixa só na sua confecção, até que por fim sai um lindo vaso personalizado. A garota
descobre a magia do aprender.
A relação com a aula de
linguística aplicada centra-se precisamente nas discussões a respeito da
importância de desconstruir um modelo de ensino tradicional em que o
conhecimento é adquirido, tão somente, por aquilo que o professor passa para o
aluno, abordagem da didática do “ensino/aprendizagem”. Podemos dizer que o
vídeo do oleiro representa metaforicamente um contexto educacional em que a
figura do professor (o oleiro) funciona como um intermediador na construção do
conhecimento, em que a aprendizagem do aluno (a garotinha do vídeo) de fato só
acontece em situações práticas (a confecção do vaso), por isso a ênfase,
atualmente no campo educacional, na elaboração de pesquisa, onde o aluno, à
medida que pesquisa aprende e aprende quando pesquisa. Ele se aventura entre erros
e acertos, até conseguir o objetivo almejado. O papel do professor é fazer com
que ele chegue até o final do seu objetivo, intervindo, nas suas dúvidas ou
possíveis erros, eis então o que caracteriza a didática do “aprender a aprender”
de Demo (1995), “concepção de conhecimento enquanto algo que pode ser criado e
recriado”. A didática do “ensino/aprendizagem”
e a didática do “aprender a aprender” vimos quando trabalhamos com o texto “Educação
contemporânea e o desafio da formação continuada”, de Elaine Fernandes Mateus.
Por: Ellen Kethleen Carvalho da Silva.
Vídeo disponível em:
Acesso em: 04/ 12/ 2014.
Excelente!! Parabéns e muito obrigada por compartilhar sua reflexão conosco. Abraço!!
ResponderExcluir