FOTOS: BOA VISTA E UFRR
Por: Ruty Araújo
Essas fotos representam o meu olhar a respeito da UFRR. As cadeiras são o lugar que me assentei muitas vezes para conversar com amigos e colegas. O caminho representa meu ir e vir na Universidade, pois mesmo debaixo de sol ou chuva, estava à andar por esta instituição, já que nunca gostei de faltar às aulas.
O garimpeiro e o Palácio do Governo - RR é o que tenho como referência, pois respectivamente, é o símbolo de quem comandou e quem comanda o Estado de Roraima.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Cultura Local
Cultura Local
Há poucos anos, a formação da cultura de um
povo em determinado local geográfico era concebida pelas crenças, costumes e
tradições locais, que refletiam diretamente no comportamento dessas pessoas no
meio, criando assim uma identidade. No entanto, o fator globalização iniciou
uma quebra de paradigmas em série que atingiu todos os níveis sociais, em todos
os lugares do mundo, com exceção de algumas comunidades não civilizadas. A
velocidade da informação, a possibilidade de se acompanhar em tempo real o que
acontece em outros lugares e/ou contextos geográficos, o acesso a outras
culturas, crenças e costumes e outros fatores decorrentes, deram início a novos
paradigmas. Esses novos paradigmas causaram e causam enorme desconforto em
decorrência da rapidez com que eles acontecem, tornando-se quase impossíveis de
serem acompanhadas, principalmente por pessoas sem acesso a informatização. Os
costumes, as culturas e até mesmo as crenças, muitas vezes se transformam em
modismos quase sempre estereotipados que atingem diferentes lugares, esse
processo é conhecido como transculturalidade, ou seja, o ato de migração e
imigração de culturas entre povos.
Dito isso, remeto-me a formação da cultura local em Boa Vista-RR. No
início da década de 1990 a população de Roraima era de 217.583 mil habitantes
(IBGE 2010), esse número representa menos de 50% do número atual, formado em
sua maioria, de Nordestinos, pessoas habituadas ao campo, ou em pequenas
cidades, os traços nordestinos são muito fortes no comportamento da
maioria das pessoas que vivem em Roraima. Eles cresceram com o Estado, e
atualmente são empresários, funcionários públicos, grandes agricultores e até
políticos. No entanto, fazem parte de uma geração que sofreu as mudanças, que
acompanhou de perto o desenvolvimento, que ascenderam com status ou posições
sociais, ou seja, tiveram que se adaptar em um nova sociedade, mais a essência
pessoal, a cultura “enraizada” e outros fatores não mudam tão rapidamente, e
isso às vezes gera certo desconforto , é fácil lembrar que há poucos anos,
marido e mulher tinham apenas um rádio com uma frequência para ouvir no fim da
tarde depois de um dia de trabalho, e isso de certa forma ajudava no
relacionamento, atualmente temos a TV com vários canais, e agora o marido quer
ver futebol e a esposa novela, o uso do celular distancia amigos, mesmo estando
próximos. Relativamente, nem todos tiveram acesso ao cinema, ao teatro, a
exposições de arte ou até mesmo a educação e portanto, com pouca habilidade
sobre construção de conhecimento erudito.
Alguma dessas pessoas ainda veem
as grandes cidades como algo fora do comum, fora de sua realidade e acabam por
fim desprezando a cultura local, o artista local, os poucos monumentos e a história que faz parte de todos mais que
quase sempre é rejeitada e envergonhada, sob uma perspectiva superior, no
entanto alheia, não condizente com sua realidade. Considerando toda
formação deste estado e sob o ponto de vista de que a cultura de Roraima é
resultado desta construção, então esse cultura é diferente, como todas, e não
inferior.
Oziel Fernandes
Oziel Fernandes
DESFAZENDO OS EQUACIONAMENTOS DA LINGUÍSTICA APLICADA
O uso da linguagem é de estrema importância para o estudo
da Linguística Aplicada, pois é seu principal objeto de estudo, onde se é
aplicado seus princípios e metodologias e desenvolvido seus modelos teóricos,
pois segundo (CAVALCANTI, 1986) "Dada sua
abrangência e multidisciplinaridade, é importante desfazer os equacionamentos
da linguística aplicada com o ensino de línguas".
Rayane Azevedo Viegas.
letramento escolar e o Braille
A importancia do Letramento escolar do aluno cego e a atuação
do corpo docente no processo de aquisição da leitura e escrita.
Para o sucesso na aquisição da
leitura e escrita no processo escolar é necessário que o aluno cego tenha
contato com o sistema Braille. O Braille é segundo LIMA (2010, P. 110) "é uma
porta que abre caminho para diversos saberes e para compartilhar diferentes
esferas de realidade com os outros indivíduos da cultura", assim é através
do Braille que é possível a inserção do aluno cego nas práticas sociais de
letramento como também a inclusão na cultura letrada.
O
letramamento do aluno cego está totalmente direcionado ao Braille, pois é
através deste que o professor poderá desenvolver uma prática letrada com
auxílio de recursos. Cabe a escola e seu
corpo docente proporcionar a familiarização da língua escrita ao aluno cego,
para que este se sinta a vontade nesse ambiente escolar, assim, a escola tem um
papel fundamental de trazer a toda comunidade escolar uma mudança coletiva ou
de paradigmas que possam sensibilizar a função social do Braille estimulando
assim o interesse do aluno pelo aprendizado.
O
interesse de falar sobre letramento de alunos cegos veio a partir de uma visita
ao CAP/DV em Boa Vista-RR, pela função de tutoria que exerço no curso técnico
do Programa Profuncionário destinado aos funcionários não docentes da rede municipal
e estadual de ensino. Assim, a visita ao CAP/DV teve como objetivo a
familiarização e conhecimento dos funcionários das escolas no processo de ensino e aprendizado do
braille, assim como conhecer as ferramentas utilizadas no processo e os projetos
que o centro desenvolve. É interessante salientar que todos que estão inseridos
no contexto escolar são importantes na formação do indivíduo e o conhecimento
de diversas áreas pode trazer a familiarização dos alunos assim como uma boa
convivência da comunidade escolar.
Dalila costa Calú.
Vídeo "aprender a aprender" e aula de Linguística Aplicada
Vídeo
Aprender a Aprender e a aula de Linguística
Aplicada
Quando vi este curto vídeo no youtube,
não deu outra, de imediato associei às aulas de Linguística Aplicada do
professor Fabrício Ono. Neste vídeo não há falas, acompanhamos apenas as
imagens (ações) de uma garotinha que incitada pela curiosidade queria aprender
a fazer o trabalho de um oleiro, queria fazer um vazo, um lindo vaso. Então
pede para que o oleiro a ensine, este apenas dar o material para ela (barro ou
argila, quem sabe?!). Começa então o seu trabalho, mas que decepção! a sua obra não sai como o esperado, porém o
oleiro a incentiva a tentar novamente, após sucessivas tentativas consegue
fabricar o seu primeiro vaso. Depois aparece o seu segundo desafio personalizar
um vaso, novamente pede ajuda do oleiro e prontamente recebe o seu material.
Passa então à difícil tarefa, desta vez não houve êxito, desanimada, pensa em
desistir até que o oleiro vendo a sua dificuldade resolve intervir e se dispõe
a mostrar na prática, juntamente com a garota, como esta deveria fazer logo a
deixa só na sua confecção, até que por fim sai um lindo vaso personalizado. A garota
descobre a magia do aprender.
A relação com a aula de
linguística aplicada centra-se precisamente nas discussões a respeito da
importância de desconstruir um modelo de ensino tradicional em que o
conhecimento é adquirido, tão somente, por aquilo que o professor passa para o
aluno, abordagem da didática do “ensino/aprendizagem”. Podemos dizer que o
vídeo do oleiro representa metaforicamente um contexto educacional em que a
figura do professor (o oleiro) funciona como um intermediador na construção do
conhecimento, em que a aprendizagem do aluno (a garotinha do vídeo) de fato só
acontece em situações práticas (a confecção do vaso), por isso a ênfase,
atualmente no campo educacional, na elaboração de pesquisa, onde o aluno, à
medida que pesquisa aprende e aprende quando pesquisa. Ele se aventura entre erros
e acertos, até conseguir o objetivo almejado. O papel do professor é fazer com
que ele chegue até o final do seu objetivo, intervindo, nas suas dúvidas ou
possíveis erros, eis então o que caracteriza a didática do “aprender a aprender”
de Demo (1995), “concepção de conhecimento enquanto algo que pode ser criado e
recriado”. A didática do “ensino/aprendizagem”
e a didática do “aprender a aprender” vimos quando trabalhamos com o texto “Educação
contemporânea e o desafio da formação continuada”, de Elaine Fernandes Mateus.
Por: Ellen Kethleen Carvalho da Silva.
Vídeo disponível em:
Acesso em: 04/ 12/ 2014.
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Para a professora Maria Teresa de
Assunção Freitas, são dois os principais motivos da abreviação de palavras: o primeiro, a
facilidade de se escrever de modo simplificado, e o segundo, a pressa. Esta,
por sua vez, está ligada a outras duas razões: a economia (mandar uma mensagem
maior pelo celular pode custar mais) e o desejo de reproduzir virtualmente o
ritmo de uma conversa oral. Já para acelerar o bate-papo, que na
internet, em chats e programas de mensagem instantânea, acontece em
tempo real, explica a especialista. No celular, há o agravante do
teclado, que é menor, e do preço, que é maior. Uma terceira causa seria o desejo do adolescente de pertencer
a um grupo: ele pode adaptar a sua escrita à linguagem da comunidade de que
quer fazer parte - com o uso dos termos adaptados, ele adere aos códigos do grupo.
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Os principais autores da escrita
simplificada são os jovens e, entre eles, os adolescentes. Eles fazem uso desse tipo
de linguagem no celular e na internet, especialmente em canais de
relacionamento, como o Orkut e o MSN. “Mas essa linguagem teve início nos chats”, afirma a
professora Maria Teresa, que já realizou uma pesquisa na área, também começando pelas salas
de bate-papo virtuais. Nos e-mails, segundo ela, a escrita abreviada tem
menos lugar porque se trata de um meio de comunicação assíncrono, ou
seja, a informação é enviada em intervalos irregulares: uma pessoa envia uma mensagem para
outra, mas não sabe quanto terá uma resposta. É um ritmo parecido com o da
tradicional troca de cartas. No celular, a linguagem abreviada fica restrita
aos torpedos, que são escritos.
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Os adolescentes têm grande
facilidade de se adaptar aos símbolos de um novo código, pelas
características da própria idade. Não é de hoje que colegas de escola trocam bilhetinhos durante a aula.
Longe das vistas do professor, trocam papéis amassados ou dobrados - se é que hoje não o fazem por
celular ou mesmo pela internet, nos colégios onde o computador é instrumento de
ensino. É próprio do adolescente criar código. No celular, porém, a adesão à linguagem
simplificada é maior, devido à dificuldade de digitar no pequeno teclado do aparelho telefônico. Jovens
adultos e adultos também vêm passando a utilizá-la.
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Sim, mas de modo diferente. O
telegrama é um meio de comunicação que faz uso da linguagem
abreviada, mas segue um código mais formal, mais atento às regras ortográficas cultas. Não é usual, por
exemplo, trocar “assim” por “axim” ou “endosso” por “endoço”. O telégrafo, aliás, chegou a fazer uso do Código Morse, que, com pontos e traços, facilitava a
transmissão da mensagem. O texto era transmitido de forma codificada pelo
telegrafista, que se colocava como intermediário entre emissor e receptor.
Depois, a mensagem era transportada por navio, trem ou aviso (mais tarde).
Nas conversas pela internet ou pelo celular, essa figura não está presente, o que
permite uma maior intimidade entre as partes envolvidas no diálogo. Além disso, a
escrita da internet está contaminada pelos ares de sua época: ela é uma forma própria ao suporte
em que se deita. “O contexto gera formas novas de utilizar a linguagem”, afirma a
professora Maria Teresa.
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Quando duas pessoas dominam o mesmo
código, não costuma haver dificuldade na troca de mensagens. Mas uma pessoa que
nunca empregou uma linguagem como a que os adolescentes usam na internet pode
achá-la uma loucura à primeira leitura. Pais e mães podem pensar que é uma escrita
errada, quando não é: uma escrita feita para um suporte próprio, adaptada para uma determinada
situação. “Não há erro de ortografia, embora essa linguagem desobedeça à regra culta”,
defende Maria Teresa. É claro também que, como demonstrou a experiência realizada na Austrália, pode
haver maior dificuldade em ler a mensagem em voz alta do que escrever de
maneira reduzida - especialmente se quem lê em voz alta não domina bem o código que está lendo.
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A linguagem abreviada, especialmente
a da web, segue os padrões da oralidade. Ela substitui uma conversa ou um bate-papo. O
interlocutor “está presente e em tempo real, apesar da distância”, diz Maria
Teresa. Para andar mais rápido, se escrevem oxítonas com acento
agudo sem acento e com aha no final, como “cafeh”, e se firmam acordos tácitos para uso de determinadas
palavras, como “vc” em vez de “você” ou “tc” em vez de “teclar”. Há diversas fontes na internet, como sites específicos e, o próprio MSN, onde
usuários dessa linguagem podem copiar símbolos ou emoticons para depois usá-los em suas
mensagens.
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Muitos adolescentes ouvidos por
Maria Teresa, em sua pesquisa, demonstraram saber separar as coisas. “Eles
sabem que na escola não podem escrever da mesma forma que na internet”, diz ela. Essa
linguagem é um gênero novo de discurso, e os usuários sabem disso, sabem que é algo diferente
do que está no livro ou em outro lugar. Para a professora, uma prova de que os
adolescentes sabem separar as coisas é que, quando o canal de filmes pago
Telecine criou a sessão Cyber Vídeo, com legendas que se apropriavam do internet’s, houve uma
forte reação dos próprios adolescentes contra o método. Eles diziam que não era linguagem
própria para o cinema, que era linguagem de internet. Dirigida ao público teen, a
experiência do Telecine não foi mesmo para frente: estreou em 2005 e já no ano seguinte
saiu do ar.
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É possÍvel que essa linguagem venha, no
futuro, a modificar a lÍngua que falamos. Já começamos a incorporar, no português do Brasil, os
termos da informática e da internet, como "deletar", "caps lock",
"control+c", "control+v", "control+z". Há muita gente
rindo em voz alta como na web: “eheheh”. A língua é uma coisa viva, porque falada. A língua é dinâmica, se
transforma sempre, diz Maria Teresa.
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Pelo contrário. A pesquisa
da professora da UFJF mostra que a internet está levando o adolescente a ler e a
escrever mais. O texto escrito foi redescoberto como forma de comunicação, e a leitura
ganhou novos formatos. Há uma espécie de letramento digital. A
leitura é hipertextual: baseada no hipertexto, na utilização de links. Cada
um faz a sua leitura, não precisa ser linear, enquanto o livro é geralmente linear, pondera ela. Em
resumo, no meio digital o leitor tem mais autoria na leitura - ele faz o seu
próprio percurso, a sua seleção. E lê de maneira
prazerosa,
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A "linguagem" da internet
também fornece informações sobre o estado de espírito de quem escreve.
Confira algumas amostras.
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Fonte: Microsoft (fabricante do MSN Messenger) e Maria Teresa de Assunçãoo Freitas, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora do livro Leitura e Escrita de Adolescentes na Internet e na Escola.
Aline de Jesus Magallanez, acadêmica
do 4º semestre do curso de Letras-Inglês da Universidade Federal de Roraima.
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