quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A visibilidade da fronteira na sala de aula: uma experiência pedagógica para o ensino de língua espanhola em uma escola pública do Estado de Roraima. (Ataniely Silva e Distanley Sousa)

Este projeto foi desenvolvido no Programa de Bolsas de Iniciação á Docência - PIBID, subprojeto de Espanhol onde tínhamos como objetivo trabalhar as variedades linguísticas do espanhol, e mostrar aos alunos que essas variedades não são encontradas nos livros didáticos. Para que a pesquisa ocorresse necessitamos levar os alunos a Santa Elena de Uairén para que houvesse a verificação das variações da língua.
Resumo do Projeto:

 A visibilidade da fronteira na sala de aula: uma experiência pedagógica para o ensino de língua espanhola em uma escola pública do Estado de Roraima
  
O ensino de língua espanhola deve ser pensado de forma heterogênea, pois deve considerar as variantes existentes nas comunidades hispano falantes. Desta forma, é necessário que o ensino/aprendizagem de E/LE proporcione ao aluno, uma reflexão sobre o respeito pela cultura do outro e, para alcançar tal objetivo, é necessário que os conteúdos trabalhados favoreçam não só a construção dos conhecimentos socioculturais responsáveis pela percepção dessas variantes, mas também que promovam o respeito a outras culturas.
Além disso, quando se conhece outras culturas é possível fazer comparações com o seu modo de vida com o qual já se está habituado, refletindo assim sobre os aspectos culturais diferentes e semelhantes. Esta constatação poderá ajudar o aluno a aceitar o diferente.
Desta forma, este trabalho apresenta um relato de experiência sobre um projeto desenvolvido com um grupo de alunos da 3ª série do ensino médio, de uma escola pública de Roraima, em parceria com o PIBID de Letras/Espanhol da UFRR, cujo objetivo foi levar aos docentes da escola uma reflexão sobre a diversidade linguística do espanhol, considerando o contexto fronteiriço Brasil-Venezuela no sentido dar visibilidade à variedade venezuelana no ensino de língua espanhola.
 

Fotos...

Pesquisa dos léxicos

Pesquisa dos léxicos

Grupo do PIBID e os Alunos


EL PERRO Y EL NIÑO (ATANIELY SILVA E DISTANLEY SOUSA)


Este trabalho foi desenvolvido em uma oficina do Prodocência 2014, objetivo da oficina era saber como trabalhar o conto nas aulas de espanhol. Durante a oficina El texto como pretexto en la clase de E/LE foi explicado como trabalhar a imaginação dos alunos com o conto e ao final tínhamos que criar um conto.
O conto criado foi:

EL PERRO Y EL NIÑO

     Cierto día Pedro estaba jugando fútbol en la calle con sus amigos, cuando cayó y rompió la pierna. La familia llevó Pedro rápidamente al hospital y allá él tuvo que hacer una cirugía muy complicada.
      Entonces todos se quedarán preocupados con Pedro. Su mejor amigo, el perro Lino estaba en casa sin saber nada de su dueño.
     Después de la cirugía el niño dijo a sus padres que deseaba ver su perro. Pués se quedaría diez días en el hospital.
     Los padres de Pedro en una situación llevaran Lino al hospital, le pusieron un distintivo de visitante y llevaran hasta Pedro. Los dos se quedaran felices que no se sabía cuál era el más contento.

 Com este trabalho buscamos ressaltar o valor da verdadeira amizade.

 
Por: Ataniely Silva e Distanley Sousa

FOTOS...


 

 
 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

É dia de rock, bebê!

É dia de “Escola de rock”, bebê: interpretações sobre o filme antes e depois de conhecer Linguística Aplicada
Primeiramente quero começar com uma breve sinopse do filme “Escola de rock”, encontrada no site Adoro Cinema
Dewey Finn (Jack Black) é um músico que acaba de ser demitido de sua banda. Cheio de dívidas para pagar e sem ter o que fazer, ele aceita dar aulas como professor substituto em uma escola particular de disciplina rígida. Logo Dewey se torna um exemplo para seus alunos, sendo que alguns deles se juntam ao professor para montar uma banda local, sem o conhecimento de seus pais.


Quando assisti ao filme, dirigido por Richard LinkLater, pela primeira vez com mais ou menos 11 anos de idade, prestei atenção nas músicas, nos atores, nas piadinhas, nas bandas, enfim
, em todos os detalhes  aos quais eu, como pré-aborrescente, sempre me atentava. Quando assisti novamente no domingo (24/11/2014, 20 anos), percebi que o que me chamou a atenção no filme não foi mais o fato da trilha sonora ser muito boa para mim, mas sim o ambiente escolar, as interações entre os personagens, a relação professor-alunos, professor-pais, pais-alunos, direção-professores, alunos-moças da cantina e por aí vai, sempre focalizando no que acontecia naquele ambiente, naquele contexto tradicional de educação: alunos sendo encorajados a alcançar resultados para entrar nas melhores universidades, focados apenas em estudar e seguir tarefas impostas pelos pais, inseridos em uma classe de alto poder aquisitivo.
Depois de assisti-lo, procurei no São Google o que já haviam falado sobre o filme e eis que me deparo com títulos como “3 coisas que o filme Escola de Rock pode ensinar aos professores”¹ ou “Escola de Rock: a bomba social e a reforma do ensino”². Pois bem, o filme além de ser gostoso demais de assistir, para nós, futuros professores, pode ser alvo de observações críticas acerca daS práticaS docenteS, como visto nos títulos acima.
A partir do momento em que o “intruso” professor substituto surge na vida dos alunos a fim de livrar a própria pele de dívidas e dívidas da “vida de verdade”, a realidade deles começa a mudar, principalmente depois do “professor” perceber a capacidade que alguns alunos têm de tocar um instrumento. O interesse pessoal de formar uma banda para participar da “Batalha das bandas” é o que motiva o personagem a encorajar os alunos a embarcar nesse projeto com ele. Os alunos também participam com interesse em créditos extras, pontos, enfim, um jogo de interesses.
As ações do personagem Dewey (Jack Black), me lembram um trecho do texto “Paradigmas em crise e a educação” de Pedro Benjamin Garcia
A proposição cínica do “faça o que eu digo, não o que eu faço”, está destituída de possibilidade de êxito. O que eu digo tem que estar pautado no que eu faço e nas consequências deste fazer, com seus caminhos e descaminhos. É daí que resulta o aprendizado e a possibilidade de mudança para o novo.
                O personagem acreditava nas coisas que falava e que fazia, isso deixou os alunos mais seguros a seguirem com o projeto, mais seguros em revelarem seus talentos, tendo como fim a participação em uma equipe, a integração.
                As atitudes do “professor” podem não ter sido as mais responsáveis em algumas ocasiões, irresponsáveis porque foram ações executadas sem o consentimento da diretoria cujas decisões são tomadas baseadas no que já foi legitimado como o correto, o tradicional.
Após assistir a esse filme, percebi como o “agir nas brechas” faz sentido e pode funcionar, o comodismo talvez não incomode a muitos, mas para aqueles que se sentem desconfortáveis em seguir a maré, algumas atitudes tomadas por Dewey podem servir como inspiração.

P.S: O filme foi inspirado na iniciativa “School of rock”, escola de música que possue franquias espalhadas pelo mundo todo.


¹http://blackboard.grupoa.com.br/3-coisas-que-o-filme-escola-de-rock-pode-ensinar-aos-professores/

²http://www.espacoacademico.com.br/053/53pc_yamauti.htm


Por: Rafaela Portela Bezerra

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

PROCESSO AVALIATIVO DOS ALUNOS SURDOS NAS AULAS DE ESPANHOL - EDILENA VALENTIM DUCA

Um pouco sobre o meu projeto “o processo avaliativo dos alunos surdos nas aulas de espanhol nas escolas públicas de Boa Vista-RR” elaborado para obtenção total de nota na disciplina “Metodologia do Texto Científico” no semestre 2014.1.
            
A necessidade de discutir o processo avaliativo dos alunos surdos nas aulas de espanhol surgiu a partir da disciplina “Introdução à Libras” cursada na Universidade Federal de Roraima-UFRR no semestre 2013.2. Durante as aulas dessa disciplina, discussões sobre a inclusão daqueles alunos nas escolas regulares tornaram-se frequentes. Por conta disso, decidi, como futura professora de Espanhol, desenvolver uma pesquisa que contemplasse alguma das inúmeras indagações a respeito do processo de ensino e aprendizagem desses aprendizes: o processo avaliativo nas aulas de espanhol.
Conhecer como se dá esse processo, além de nortear a minha prática docente, contribuirá para a formação  dos novos profissionais da educação e ajudará os docentes em exercício bem como especialistas em educação para os surdos. Desejo, também, que o meu trabalho final desperte, nesses profissionais, reflexões sobre o modo de avaliação desses alunos no processo de aquisição de uma língua adicional e, consequentemente, possam renovar suas metodologias de ensino para que não haja propagação do caráter excludente que se tornou comum nas escolas públicas que trabalham sob a perspectiva da inclusão.

Para Beyer (2010),
É injusto avaliar o desempenho de diferentes crianças com os mesmos critérios ou as mesmas medidas. Crianças que são únicas em suas características, e, ao mesmo tempo, diferentes entre si, não podem ser comparadas através de procedimentos escalonados por uma média, que definem os alunos como bons, médios ou fracos. (p.30)

Por conta disso, há de se discutir, constantemente, a renovação de critérios para verificar o nível de aprendizagem desses alunos e promover, de fato, a aprendizagem em seu sentido estrito sob a ótica inclusiva de educação.

Referências

BEYER, Hugo Otto. Inclusão e avaliação na escola: de alunos com necessidades educacionais especiais/ Hugo Otto Beyer – Porto Alegre: Mediação, 2010. (3 Ed. Atual. Ortog)


sábado, 15 de novembro de 2014

CONHECENDO A LINGUÍSTICA APLICADA (CARINA ALFAIA)


A Linguística Aplicada surgiu entre as décadas de 40 e 50 e seus primeiros estudos foram divulgados na década de 60. No exercício, alguns linguistas sentiram-se limitados ao estudo restrito da língua. Dessa forma, surgiu a necessidade de se observar a linguagem e o contexto do qual cada sujeito está inserido e também suas manifestações, nascendo assim a LA como uma ciência que trabalha de forma multidisciplinar que dá voz ao sujeito da pesquisa apontando para o retorno social.
Por ser uma ciência nova, a Linguística Aplicada ainda é vista de forma errônea como uma subárea da linguística e hoje é assim classificada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifica e Tecnológico (CNPq).
Segundo Rajagopalan (2006), a Linguística Aplicada estuda a linguagem em suas situações de efetivo de uso da linguagem. Para o autor, não podemos analisar a língua fora de sua situação real de uso, no qual está sendo empregada.
Para Farias (2013),

Podemos perceber que apesar de haver uma estreita ligação entre as lingüísticas teórica e aplicada elas se diferem pelas diferentes perspectivas de analise desse objeto. Essa ultima considerando o seu contexto na qual está sendo empregada. (p.36).  


Nas concepções do autor citado acima, a linguística teórica não se preocupa com questões sociais, ao passo que, a Lingüística Aplicada vê o social como questão fundamental para entendermos o funcionamento da linguagem. A linguagem é um fenômeno extremamente complexo que não pode ser apartado do meio social em que é aplicada.
A respeito do termo “Aplicada”, Cavalcanti (1986) elucida que o termo não se faz referência a ideias de emprego de teorias linguísticas e sim a noção de que a linguagem estudada é a que está em uso em uma determinada sociedade, colocada na prática social.
Nesse sentido, Linguística Aplicada trabalha com a relação entre teoria e prática. A LA parte de uma situação real de uso de linguagem, procura teorias em outras áreas do conhecimento e retorna à prática. Para Moita Lopes (2006, p.119): “a pratica informa a teoria, e a teoria informa a prática”. A LA não procura resolver problemas ou solucioná-los, mas sim problematizá-los apontando para o retorno social.
Além disso, LA trabalha com a construção de identidade e com representações sociais. Para a LA a linguagem é um dos fenômenos mais apontados como característica de identidade.
O autor ainda debate a LA por uma visão transdisciplinar que transita em outras áreas do conhecimento humano. Mantendo, assim, sua forte característica multidisciplinar, se aproximando e dando voz aos sujeitos de pesquisa.
Para Rajagopalan (2006), a Linguística Aplicada tem em vista questionamentos relativos aos usos da linguagem. Seus trabalhos estão cada vez mais próximos das realidades dos indivíduos, dando voz à minoria que, na verdade, é maioria.
Na teoria estudada de Cavalcante (1986), a LA tem uma metodologia diferenciada justamente por ser multidisciplinar, pois busca subsídios em outras distintas áreas do conhecimento para conservar a sua característica transdisciplinar. Na perspectiva transdisciplinar, os campos transitados estarão pautados a cada assunto investigado e são determinados e orientados a partir dos fatos observados.
Por fim, entre as áreas de atuação da Linguística Aplicada, podemos citar o ensino em Língua Estrangeira e em Língua Materna, a formação do docente, além do estudo do bilinguismo e tradução.

REFERENCIAS


CAVALCANTI, Marilda C. A Propósito de Linguística Aplicada .Trabalhos em Linguística Aplicada, (Unicamp) N: 7 1986.

CÉSAR, América L. CAVALCANTE, Marilda C. Transculturalidade e Transglossia: Para Compreender O Fenômeno Das Fricções Linguístico-Culturais Em Sociedades Contemporâneas Sem Nostalgia. In: Marilda C. Cavalcante, Stella Maris Bortoni Ricardo, (orgs.) Transculturalidade, linguagem e educação. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2007.  

FARIAS, Duí Barbosa Lima. A Linguística Aplicada E Suas Contribuições Para Uma Sociedade Mais Justa. In: FREITAS, Déborah de B.A.P. (org.). Algumas questões de linguagem em ensino, pesquisa e extensão. Boa Vista: Editora da UFRR, 2013.

MOITA LOPES, L. P .Oficina de Linguística Aplicada. São Paulo: Mercado das letras, 1996.

RAJAGOPALAN, K. Repensar o papel da Linguística Aplicada. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Por uma Linguística Aplicada INdisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.
 


PIBID: A PONTE ENTRE A TEORIA E PRÁTICA



ELIANE DE JESUS LEITE ALVES


O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência-PIBID tem como um de seus objetivos, o de aproximar o aluno de qualquer licenciatura ao seu futuro campo de trabalho: o ambiente escolar.
Sobre essa inserção precoce do licenciando no seu futuro campo de trabalho e a participação do curso de Letras naquele programa, o edital 001/2011/CAPES enfatiza que:

Uma vez que é imprescindível contemplar o contexto escolar nas praticas de pesquisa em línguas estrangeiras, a participação do Curso de Letras/LE no PIBID é oportuna, pois contribuirá para estreitar ainda mais os laços entre o ensino superior e o ensino básico, o que certamente viabilizará é o dialogo profícuo entre ambos. Esta participação ampliará, também, a atuação das áreas das letras1 no PIBID, pois permitirá que sejam consideradas questões referentes à diversidade linguístico/cultural de Roraima e o ensino/aprendizagem de línguas estrangeiras[E1] .

Nesse sentido, pensando que o pibidiano atuará como professor nesse ambiente escolar ou em outro parecido, é essencial que ele, enquanto pesquisador, comece a observar como se dá a interação entre os participantes desse contexto no ensino e aprendizagem de línguas. Não esquecendo de considerar que cada contexto escolar tem, por detrás de suas práticas, reflexos institucionais, sociais e culturais. Atentando-se para isso, ele poderá entender a complexidade daquela interação com mais nitidez.

Um pouco disso.....

Por conta das observações durante a nossa  permanência no PIBID na Escola Estadual Voltaire Pinto Ribeiro, notamos que a disciplina de língua inglesa era encarada sem fascínio por parte dos alunos e a aprendizagem deixou de efetivar-se em detrimento da falta de exposição à língua dentro da sala de aula. 
Diante dessa realidade, desenvolvemos o projeto "Halloween: uma forma de imersão na cultura inglesa" por acreditar que ele promoveria circunstâncias onde o uso dessa língua se fizesse constante. Abordando a história, os costumes e elementos culturais específicos da cultura inglesa, fizemos com que tanto os agentes institucionais quanto o corpo discente tivessem maior aproximação com o tema em questão através da interdisciplinaridade no desenvolvimento do projeto.

Fotos...





ouvindo e preenchendo as lacunas da letra da música

usando o nome das cores



usando os emotions ( o mais procurado)




um pouco da equipe