quarta-feira, 26 de novembro de 2014

É dia de rock, bebê!

É dia de “Escola de rock”, bebê: interpretações sobre o filme antes e depois de conhecer Linguística Aplicada
Primeiramente quero começar com uma breve sinopse do filme “Escola de rock”, encontrada no site Adoro Cinema
Dewey Finn (Jack Black) é um músico que acaba de ser demitido de sua banda. Cheio de dívidas para pagar e sem ter o que fazer, ele aceita dar aulas como professor substituto em uma escola particular de disciplina rígida. Logo Dewey se torna um exemplo para seus alunos, sendo que alguns deles se juntam ao professor para montar uma banda local, sem o conhecimento de seus pais.


Quando assisti ao filme, dirigido por Richard LinkLater, pela primeira vez com mais ou menos 11 anos de idade, prestei atenção nas músicas, nos atores, nas piadinhas, nas bandas, enfim
, em todos os detalhes  aos quais eu, como pré-aborrescente, sempre me atentava. Quando assisti novamente no domingo (24/11/2014, 20 anos), percebi que o que me chamou a atenção no filme não foi mais o fato da trilha sonora ser muito boa para mim, mas sim o ambiente escolar, as interações entre os personagens, a relação professor-alunos, professor-pais, pais-alunos, direção-professores, alunos-moças da cantina e por aí vai, sempre focalizando no que acontecia naquele ambiente, naquele contexto tradicional de educação: alunos sendo encorajados a alcançar resultados para entrar nas melhores universidades, focados apenas em estudar e seguir tarefas impostas pelos pais, inseridos em uma classe de alto poder aquisitivo.
Depois de assisti-lo, procurei no São Google o que já haviam falado sobre o filme e eis que me deparo com títulos como “3 coisas que o filme Escola de Rock pode ensinar aos professores”¹ ou “Escola de Rock: a bomba social e a reforma do ensino”². Pois bem, o filme além de ser gostoso demais de assistir, para nós, futuros professores, pode ser alvo de observações críticas acerca daS práticaS docenteS, como visto nos títulos acima.
A partir do momento em que o “intruso” professor substituto surge na vida dos alunos a fim de livrar a própria pele de dívidas e dívidas da “vida de verdade”, a realidade deles começa a mudar, principalmente depois do “professor” perceber a capacidade que alguns alunos têm de tocar um instrumento. O interesse pessoal de formar uma banda para participar da “Batalha das bandas” é o que motiva o personagem a encorajar os alunos a embarcar nesse projeto com ele. Os alunos também participam com interesse em créditos extras, pontos, enfim, um jogo de interesses.
As ações do personagem Dewey (Jack Black), me lembram um trecho do texto “Paradigmas em crise e a educação” de Pedro Benjamin Garcia
A proposição cínica do “faça o que eu digo, não o que eu faço”, está destituída de possibilidade de êxito. O que eu digo tem que estar pautado no que eu faço e nas consequências deste fazer, com seus caminhos e descaminhos. É daí que resulta o aprendizado e a possibilidade de mudança para o novo.
                O personagem acreditava nas coisas que falava e que fazia, isso deixou os alunos mais seguros a seguirem com o projeto, mais seguros em revelarem seus talentos, tendo como fim a participação em uma equipe, a integração.
                As atitudes do “professor” podem não ter sido as mais responsáveis em algumas ocasiões, irresponsáveis porque foram ações executadas sem o consentimento da diretoria cujas decisões são tomadas baseadas no que já foi legitimado como o correto, o tradicional.
Após assistir a esse filme, percebi como o “agir nas brechas” faz sentido e pode funcionar, o comodismo talvez não incomode a muitos, mas para aqueles que se sentem desconfortáveis em seguir a maré, algumas atitudes tomadas por Dewey podem servir como inspiração.

P.S: O filme foi inspirado na iniciativa “School of rock”, escola de música que possue franquias espalhadas pelo mundo todo.


¹http://blackboard.grupoa.com.br/3-coisas-que-o-filme-escola-de-rock-pode-ensinar-aos-professores/

²http://www.espacoacademico.com.br/053/53pc_yamauti.htm


Por: Rafaela Portela Bezerra

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