É
dia de “Escola de rock”, bebê: interpretações sobre o filme antes e depois de conhecer
Linguística Aplicada
Primeiramente quero começar com
uma breve sinopse do filme “Escola de rock”, encontrada no site Adoro Cinema
Dewey Finn (Jack Black) é um músico que acaba de
ser demitido de sua banda. Cheio de dívidas para pagar e sem ter o que fazer,
ele aceita dar aulas como professor substituto em uma escola particular de
disciplina rígida. Logo Dewey se torna um exemplo para seus alunos, sendo que
alguns deles se juntam ao professor para montar uma banda local, sem o
conhecimento de seus pais.
Quando assisti ao filme, dirigido
por Richard LinkLater, pela primeira vez com mais ou menos 11 anos de idade,
prestei atenção nas músicas, nos atores, nas piadinhas, nas bandas, enfim
, em
todos os detalhes aos quais eu, como
pré-aborrescente, sempre me atentava. Quando assisti novamente no domingo
(24/11/2014, 20 anos), percebi que o que me chamou a atenção no filme não foi
mais o fato da trilha sonora ser muito boa para mim, mas sim o ambiente
escolar, as interações entre os personagens, a relação professor-alunos,
professor-pais, pais-alunos, direção-professores, alunos-moças da cantina e por
aí vai, sempre focalizando no que acontecia naquele ambiente, naquele contexto
tradicional de educação: alunos sendo encorajados a alcançar resultados para
entrar nas melhores universidades, focados apenas em estudar e seguir tarefas
impostas pelos pais, inseridos em uma classe de alto poder aquisitivo.
Depois de assisti-lo, procurei no
São Google o que já haviam falado sobre o filme e eis que me deparo com títulos
como “3 coisas que o filme Escola de Rock pode ensinar aos professores”¹ ou “Escola de Rock: a bomba social e a reforma do ensino”². Pois
bem, o filme além de ser gostoso demais de assistir, para nós, futuros professores,
pode ser alvo de observações críticas acerca daS práticaS docenteS, como visto
nos títulos acima.
A partir do momento em que o “intruso”
professor substituto surge na vida dos alunos a fim de livrar a própria pele de
dívidas e dívidas da “vida de verdade”, a realidade deles começa a mudar,
principalmente depois do “professor” perceber a capacidade que alguns alunos têm
de tocar um instrumento. O interesse pessoal de formar uma banda para
participar da “Batalha das bandas” é o que motiva o personagem a encorajar os
alunos a embarcar nesse projeto com ele. Os alunos também participam com
interesse em créditos extras, pontos, enfim, um jogo de interesses.
As ações do personagem Dewey (Jack
Black), me lembram um trecho do texto “Paradigmas em crise e a educação” de Pedro
Benjamin Garcia
A
proposição cínica do “faça o que eu digo, não o que eu faço”, está destituída
de possibilidade de êxito. O que eu digo tem que estar pautado no que eu faço e
nas consequências deste fazer, com seus caminhos e descaminhos. É daí que
resulta o aprendizado e a possibilidade de mudança para o novo.
O
personagem acreditava nas coisas que falava e que fazia, isso deixou os alunos
mais seguros a seguirem com o projeto, mais seguros em revelarem seus talentos,
tendo como fim a participação em uma equipe, a integração.
As
atitudes do “professor” podem não ter sido as mais responsáveis em algumas
ocasiões, irresponsáveis porque foram ações executadas sem o consentimento da
diretoria cujas decisões são tomadas baseadas no que já foi legitimado como o
correto, o tradicional.
Após assistir a esse filme, percebi como o “agir nas
brechas” faz sentido e pode funcionar, o comodismo talvez não incomode a muitos,
mas para aqueles que se sentem desconfortáveis em seguir a maré, algumas
atitudes tomadas por Dewey podem servir como inspiração.
P.S: O filme foi inspirado na iniciativa “School of
rock”, escola de música que possue franquias espalhadas pelo mundo todo.
¹http://blackboard.grupoa.com.br/3-coisas-que-o-filme-escola-de-rock-pode-ensinar-aos-professores/
²http://www.espacoacademico.com.br/053/53pc_yamauti.htm
Por: Rafaela Portela Bezerra
Excelente reflexão e o um texto muito bom!
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