A professora que quero ser quando crescer
O que dizer sobre o que aprendi durante esse semestre nas aulas de Linguística Aplicada?
Pois bem
Naquela agonia de “o que vou ser quando crescer?” (sem piadinhas de “grande”), tive muita dúvida sobre isso no ensino médio. Eu sabia que queria ser professora, só não sabia de quê?
Mas (para minha alegria) no segundo ano tive um professor que era uma “belezura” (não, ele não era bonito!). Umas das disciplinas mais temidas pelos adolescentes: FÍSICAAAAAAA. Como que um professor pode ser tão bom que faz com que a pessoa ame física mesmo detestando matemática?
Nem sei se era pelas inúmeras vezes que repetia piadas sem graça como “eram dois cachorrinhos, o Pete e o Repete. O Pete morreu, quem ficou?” na hora da resolução dos exercícios ou pela magnifica maneira de explicar termologia, campo elétrico, essas coisas legais de física, né?
Quando o professor é bom que, mesmo você detestando matemática, faz você prestar o vestibular pra física só porque o que ele transmite na sala de aula é amor por aquilo que ele faz. Diferente daqueles que parecem mal amados e levam o estresse pra sala de aula e descontam tudo nos alunos.
Parece até tolice, né? “Odeia matemática, mas cursa física?” Pois é! Pior que é mesmo!
Hoje, cursando letras, percebi e aprendi muito sobre a vida de professor. É tão sofrida, que dó! Mas lembro quando meu professor preferido (the best of all) ficou feliz ao saber que eu seria sua “colega de trabalho” (oh, quanto amor). Ele nem sabe que mudei a área (Faleceu. Chorei tanto), mas é pelo o amor que ele mostrou pela profissão que tinha que EU ACREDITO QUE VALE A PENA. Podem até pensar: que bobinha! Tão inocente e iludida.
QUE SEJA!
Se em toda a minha vida de professora, apenas um aluno lembrar-se de mim como “Ela foi uma ótima professora”, valerá os anos nessa UFRR. (Estou brincando! Te amo, UFRR)
Respeitando as diferenças de cada aluno, aprendendo com os alunos, quebrando alguns paradigmas, usando novos métodos, com a ajuda da tecnologia, quem sabe?! e “me virando nos 30”, desejo ser metade do que meu professor preferido foi. Pelo menos a metade!
Agradar a todos? Ai, por favor! Impossível, todo mundo sabe disso. Inclusive vocês.
Henry Adams disse "Um professor afeta a eternidade; é impossível dizer até onde vai sua influência."
Não só para mim, mas para todos nós, futuros coleguinhas de profissão, nos resta ter responsabilidade por aquilo que escolhemos ser (tirando esses que brincam de ser universitários, que não serão professores dos meus filhos, lógico!). De Derrida a Lynn, tomemos para auxilio o que aprendemos nesse semestre como o teacher Ono (Thanks, teacher Ono! You're amazing. Você e sua madeira ~eu disse madeira~ de ligar o Datashow).
Estudante de letras, aprendiz de professora: Yes, I am!!
Jéssica Sobrinho

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