quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O Ensino da Língua Materna - por Laeny Amaral



Unir forças: para o melhoramento do ensino de Língua Materna (cap. 1)

Quarta, 15/01/14
*Laeny Amaral
        
Hoje, o que posso falar sobre o ensino de Língua Materna (doravante LM), pelo menos em algumas escolas que estagiei no município de Boa Vista/RR,  o ensino básico está sendo "repassado" pelas regrinhas gramaticais da Língua Portuguesa, sem se importar muito com o contexto onde estas regras podem estar inseridas. Parece que o lema é: quanto maior a quantidade dos conteúdos derramados sobre os alunos, terá mais qualidade.
Tomando como base alguns teóricos, na tentativa de colocar a visão do ensino de Língua Materna na forma mais sucinta possível e à luz da Lingüística Aplicada, com a intenção de sugerir ações que professores, assim como nós seremos, estudantes de Licenciatura em Letras (nas diversas habilitações), poderiam realizar, em sala de aula, quanto ao estudo da Língua Materna a leitura de mundo. Isto é, o aluno, ao chegar em sala de aula, não vai "aprender" a sua LM, mas sim reafirmar aquilo que já é consolidada em sua mente. 
Dessa maneira, a escola será um espaço para socializar esta aprendizagem vinda de conhecimentos constituídos em casa, nas ruas, em viagens, tudo contribuindo para a formação de sua LM. Para confirmar este conhecimento constituído da LM cita-se então uma fala de Kleiman (1995), segundo ele

[...] a escola é para alfabetizar e serve para aprender a normatização da L[1], para tratá-la com efeito de regras em fases orais e escritas de uma Língua Estrangeira, dentro do campo escolar ou fora ocorre o que se chama por letramento: “o conceito de letramento começou a ser usado nos meios acadêmicos numa tentativa de separar os estudos sobre o ‘impacto social da escrita’ dos estudos da alfabetização, cujas, conotações escolares destacam as competências individuais no uso e na prática da escrita.” (Kleiman,1995)

Dessa forma, por conta de ideias diferentes dos especialistas na área de estudos sobre a LM é que expõem-se entendimentos de quais modos o ensinamento dela ocorre ou poderia ocorrer. isso, para alguns, os gramáticos, o ensino das estruturais de uma Língua, ou seja, o conjunto das regras gramaticais é fundamental. Sejam essas regras orais ou escritas. E a organização do ensino de uma Língua em ambiente escolar é chamada de Gramática Normativa. Para Almeida (1988) que explica: “o olhar do ensinamento da gramática, nos fatos atuais de uma língua, mostrando e ensinando as regras para seu manuseio, será dita como gramática expositiva, normativa, descritiva ou prática”. Esta prática da Língua Gramatical[2], se assim posso chamá-la, pode ser observada e analisada dentro das partes que compõem na divisão da gramática, são elas: fonética, morfologia, sintaxe, tudo para ser reconhecido dentro de textos. (...)



[1] L abreviação de Língua

[2] Relativo ou conforme à gramática (Mini Aurélio: 2000, p. 352).
 



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