domingo, 15 de dezembro de 2013

LA E O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO


Lidiane Silva de Oliveira

Uma ciência qualquer em processo de maturação tende a passar por estágios e conflitos que objetivam instituir uma base teórica a ela, seguida, muitas vezes, do reconhecimento acadêmico. A Linguística Aplicada (LA) percorreu há alguns anos o estágio de desvinculação e “independência” conceitual da Linguística e hoje procura firmar-se através de pesquisas e estudos do uso da linguagem. É uma ciência que possui uma atitude multidisciplinar sem comprometer sua identidade.

Cavalcanti (1986), afirma que a construção teórica multidisciplinar em LA consolida sua área de atuação e seus métodos específicos de trabalho. Dentro da trajetória metodológica da pesquisa em LA a busca de subsídios teóricos chega a ser uma consequência lógica para as ciências em que o objeto de estudo requer informações contextualizadas. É até incoerente se pensar em investigações de fenômenos do uso da linguagem e descartar variáveis como o ambiente social (Sociologia), cultural (História, Antropologia...), linguístico (Linguística), psicológico (Psicologia) entre outros, dos envolvidos na pesquisa. Daí a importância de não desenvolver um projeto apenas de base quantitativa que omitiria detalhes importantíssimos para uma análise mais profunda do evento em estudo. O processo de investigação requer por parte do pesquisador sensibilidade.


Moita Lopes (1999), defende uma pesquisa de base etnográfica voltada para a relação da interação linguística e do contexto social e como esses fenômenos refletem a realidade do uso da linguagem. Assim, quando um pesquisador observa e registra informações colhidas no decorrer da pesquisa, associando esses elementos aos dados quantitativos, ele poderá compreender melhor seus resultados e propor (se necessário) sugestões de encaminhamento mais cabíveis à situação estudada.

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